Descrição geral

Guild Wars é um jogo do tipo MMOG (se não está familiarizado com estes acrónimos e termos mais “estranhos”, sugiro a consulta do dicionário deste blog). Apesar dos seus autores preferirem que seja classificado como CORPG (Competitive Online Role-Playing Game), o GW pertence à família dos MMORPG e tem a originalidade de colocar a ênfase ou valorizar a sua dimensão competitiva (combates entre guildas). Quanto muito, constituiria um subgénero de MMORPG… mas parece-me que o CORPG é mais hype do que outra coisa.

O jogo divide-se em duas dimensões: PvE (Player versus Environment) e PvP (Player versus Player). No início, quando se cria um personagem (podemos ter 4 personagens diferentes – presentemente, tenho a Maria Nafergo e o Sonnel Nafergo), podemos optar entre seguir a via da exploração/aventura/role-playing ou ir directamente para a competição. Quem optar pela competição não tem acesso a todo o mapa do mundo de Guild Wars, a Tyria, só tem acesso às áreas onde é possível combater/competir. No entanto, o seu personagem começa logo no topo da escala evolutiva (no nível 20). Quem optar pelo PvE tem acesso às zonas de competição progressivamente, à medida que vai chegando (viajando/explorando) às cidades/arenas onde essas competições têm lugar. Pelo caminho, vai conhecendo a história de Tyria e do jogo, vai conhecendo outros locais/cidades/paisagens e vai evoluindo (i.e aumentando a sua força, destreza, obtendo melhores itens, etc.)

Por outras palavras, Role-Playing ou Competição, Aventura/exploração ou Combate/Luta. Isto não significa que as duas vertentes sejam estanques, elas cruzam-se (um jogador que opte pelo PvE pode depois entrar em PvP e os jogadores que prefiram a vertente competitiva também experimentam essa vertente de acordo com uma lógica de Role-playing) e, em alguns casos, até forçadamente (alguns itens só estão disponíveis na vertente de PvP depois de desbloquedos/encontrados no PvE). Do que observei, a experiência mais completa que um jogador pode ter é criar um char para PvE e depois evoluir até ao final da storyline, desbloqueando tudo o que existe, passando depois ao PvP. Como o jogo permite ter 4 char diferentes, simultaneamente, há a a sugestão (provavelmente seguida por muitos) de se criar uns char para PvE e outros para PvP (a possibilidade de os primeiros poderem desbloquear itens para os segundos aponta neste sentido). Encontrei já guildas que têm membros que só jogam PvP (algumas têm até membros que se dedicam apenas a desbloquear itens em PvE para os membros de PvP), outras que só jogam PvE, a maioria parece-me que tem membros que jogam tudo…

Apesar do aspecto mais tradicional do jogo ser passado no PvE (aqui é semelhante a muitos outros MMORPG, com uma ou outra originalidade), tudo no jogo anda em torno do PvP (existe uma ladder oficial de PvP, durante o PvE recebemos notícias de resultados de PvP que estão a acontecer em simultâneo, o guild hall serve sobretudo para o PvP, etc.). Parece-me claro que existe a permanente sugestão de experimentar o PvP, quase como se dissessem que sem experimentar o PvP não há uma experiência total do jogo e… isso é verdade!

No início do jogo, depois de instalado, quando o jogador vai criar um char, é preciso optar entre criar um char para PvE ou para PvP:

PvE – É a dimensão de role-playing do GW. É a dimensão que o aproxima mais dos outros MMORPG. Após a escolha do nome, profissão (disponíveis: Warrior, Elementalist, Necromant, Monk, Ranger e Mesmer) e aparência física, somos transportados até Ascalon, a capital do reino de Ascalon, o início da história. Esta primeira fase, conhecida por Pre-searing (já irão perceber porquê), permite ficar a conhecer um pouco da estética do jogo e do seu gameplay, a sua dinâmica de funcionamento.O Pre-searing é uma espécie de ambiente controlado para aprender a jogar (caixa de areia).

Advertisements

Comments are closed.

%d bloggers like this: