Nightfall: do cair da noite à madrugada

No fim-de-semana passado, mais concretamente da tarde de 6ª, dia 22, até às 18h de 2ª, dia 25, existiu um novo continente. Várias centenas de milhares de pessoas aproveitaram para conhecer novas cidades, novas paisagens, outas pessoas… eis o meu relato 🙂


O World Preview Event do Nightfall foi um evento do tipo Open Beta. Ou seja, um período de testes aberto a todos os interessado para testar tudo e implementar as correcções e mehoramentos necessários antes do seu lançamento oficial (final de Outubro). Nestes eventos, é normal haver bugs e glitches, erros e falhas. Consequência? De vez em quando lá vinha o aviso do servidor para sair, descarregar correcção e voltar a entrar… aborrecido mas compreensível, sobretudo para quem tem uma enorme vontade de conhecer o que aí vem 🙂

Depois da cinemática inicial (não sei ainda quem dá a voz mas parece mesmo o James Earl Jones 🙂 somos levados até um tutorial simples, algo entendiante para quem já conhece a dinâmica do jogo (não é obrigatório). E a partir daí, Elona!

Elona estava cheia de jogadores de GW e de novos jogadores a experimentarem o jogo. A animação era geral e sentia-se algum frenesim, um ambiente algo eléctrico. Por todo lado, encontrei conversas e troca de ideias sobre o jogo (sobretudo o sistema dos heroes e a paisagem).

As vendas e compras não estavam muito activas (normal, dado que o mercado ainda não tinha oferta suficiente de items nem dinheiro para suportar a procura – toda a gente estava preocupada em explorar) mas, mesmo assim, encontrei WTS/WTB em todas as cidades.

Também não faltaram as danças 🙂 vi gente a dançar em todas as cidades, facto perfeitamente normal dado que cada profissão tem a sua dança própria e havia 2 profissões novas para experimentar.

Entretanto, como seria de esperar, quase todos os jogadores de GW, de Tyria e Cantha, emigraram para Elona durante o fim-de-semana. Aproveitei para fazer uma party com o DC e um casal de noruegueses (investigadores e profs universitários em Inglaterra) da guilda. Explorámos em conjunto, ajudei-os numas missões e foi um período recheado de bom humor 🙂 Ele, talvez pelo sangue viking ou para proteger a sua companheira e mãe da filha, tinha tendência a correr para o meio de tudo quanto fosse inimigo 🙂 ela jogava/explorava de forma mais calma. Como é mais velha que ele, talvez também seja uma questão de maturidade 🙂

Profissões: experimentei um Dervish (assim como a esmagadora maioria dos jogadores que encontrei… porque será que houve maior curiosidade pelo Dervish? da próxima vez crio um Paragon, ou não seja eu um modelo de virtude 😀 ) e gostei bastante dos novos movimentos e da nova arma 🙂 a roupa podia ser mais engraçada, suponho que estava bastante inspirada nos hábitos dos monges.

Espaços abertos: um dos aspectos que me agradou foi a existência de mais espaços abertos. Em Cantha, existem muitos “gates”, não se pode entrar na cidade X antes de fazer a missão Y, etc. Aqui, parece-me que recuperaram a liberdade de exploração do jogo original, de Tyria. Florestas luxuriantes e desertos para explorar 🙂

Heroes: uma das novidades mais aguardadas é a existência de heroes, uns npc (non-player character, sintespianos, agentes virtuais) que podem ser totalmente configurados. Até aqui, o GW tinha inovado introduzindo os famosos “henchmen”, personagens virtuais não-jogáveis que ajudam/acompanham nas explorações e nas missões. Como resulta claro, o sucesso e utilidade destes henchmen depende bastante da sua IA. Também esta parece muito melhorada. Contudo, a novidade é que podemos dar orden de deslocação dentro do mapa, colocando bandeiras (tipo RTS) nos locais para onde queremos que eles se desloquem. Aproveitei para avaliar a possibilidade de estar a fumar um cigarro enquanto on henchmen limpam uma planície 🙂 e depois é só apanhar os despojos (drops). Voltando atrás, aos heroes. Os heroes são uns henchmen especiais, vamos ganhando acesso a mais heroes com o evoluir da nossa personagem mas a parte mais interessante é que podemos definir o seu equipamento e skills (nos henchmen isto não era possível). Ou seja, o grau de complexidade aumenta!!! Agora não interessa só fazer evoluir o nosso avatar, interessa também fazer evoluir os nossos heroes. Num certo sentido, perde-se um pouco da dimensão individual e passamos a ser líderes de um pequeno grupo de elementos com características diferentes que se complementam e que têm de estar coordenados para serem eficazes. A vantagem é simples, são henchmen mais poderosos e úteis que permitem não perder tanto tempo nas cidades a tentar reunir um grupo de jogadores com qualidade suficiente para fazer uma missão ou explorar uma área.

Titles: até aqui, os titles serviam sobretudo para identificar os melhores jogadores. Apesar de existir alguma evolução (i.e. existe um title para quem explorou 60% do mapa, aos 70% ganhamos outro etc.), o grau de dificuldade na obtenção dos titles levava a que a posse de qualquer um (obviamente que quem tem o de 100% de exploração – Master Cartographer- ou de todas as missões concluídas com máximo sucesso – Protector of Tyria ou Cantha- merece o reconhecimento geral da comunidade…não é dark cynthia?) já fosse motivo para orgulhosa exibição, permitindo-nos pensar que já pertencemos à élite. Agora, existem titles mais fáceis de obter mas com um grau de progressão maior. Imaginem a hierarquia militar e percebm bem a ideia. Podemos ser Sargentos da Ordem ou Capitães… à medida que vamos avançando, o nosso title (se quisermos exibi-lo) mostra, de algum modo, o nosso valor enquanto jogador. É claro que isto so se justifica porque os níveis do avatar são bastante fáceis de obter. O personagem de GW evolui do nível 1 ao 20 (máximo) muito rapidamente. Em vez de uma única escala de ordenação (os níveis), passam a existir pelo menos 2. Uma boa forma de distinguir entre um lvl 20 experiente ou um recém lvl 20 é o seu título.

Tema: confesso que a inspiração estética no Médio Oriente e África me agrada de sobremaneira 🙂 Para além disto, um camarada de guilda mencionou que tinha encontrado algo parecido com escavações arqueológicas e arqueólogos 🙂 enfim, até estou emocionado 😀

O que falta? montadas, queria poder andar a cavalo 🙂 e a possibilidade de abrir lojas, montar pequenos negócios (tipo Lineage II). A gestão da guilda também poderia ser melhorada com mais detalhes e info sobre os membros.

No final, fica a sensação de não haver muita diferença no tipo de jogo, na sua dinâmica. Os heroes foram a grande surpresa e foi muito agradável. Veremos no que vai dar. Teremos de ver ainda se os jogadores serão capazes de surpreender (serão capazes de não surpreender? 🙂 No entanto, é mais uma dose do melhor que o GW tem para oferecer. Quem gostou de Tyria vai gostar de Elona. Esta é uma versão melhorada, mais recheada, daquela. O jogo está estabelecido, na sua forma de jogar e características essenciais de mecânica de jogo, agora temos mais recheio, mais conteúdo. Pareceu-me claramente superior a Cantha.

Na 2ª feira, Elona e tudo o que lá estava morreu… Em Outubro, recomeça a aventura!!! Será que o Ibn Nel será ressuscitado? Veremos…

Advertisements

One Response to Nightfall: do cair da noite à madrugada

  1. […] De acordo com o Press Release de 5 de Outubro, no fim-de-semana do World Preview Event (contei a história aqui) estiveram online 500.000 jogadores que jogaram mais de 4 milhões de horas… Por isso é que existiam tantos servidores […]

%d bloggers like this: