building builds: open knowledge in motion

Sempre tive consciência que jogava Guild Wars porque adorava explorar as paisagens virtuais (turismo virtual, como quem viaja para conhecer/ver coisas novas e diferentes – também gosto de viajar), porque adorava o ambiente (medieval fantástico, deve ser isso que já fiz umas quantas viagens em busca de castelos para fotografar, leio livros sobre cavaleiros, adoro o “Senhor dos Anéis”), porque era massive multiplayer (conhecer pessoas, conversar, sou bastante sociável e muito conversador :))…


Agora descobri um novo prazer: as builds. Builds é o nome que se dá a um conjunto de 8 skills. Nos MMORPG as skills são as acções especiais que vamos aprendendo/desenvolvendo ao longo da nossa vida de jogador. Existem skills para curar, para atacar, etc. No GW, só podemos estar “artilhados” com 8 skills, o que significa que temos não só de escolher as skills com cuidado mas também prever/maximizar a sua articulação/combinação. Há skills que não podem ser utilizadas em simultâneo, outras melhoram o seu desempenho, outras interrompem, etc…


Determinadas combinações de skills (builds) dão origem a “especialidades”. Por exemplo, um monge Healer (seu objectivo é curar os seus companheiros de aventura) utiliza skills diferentes de um tank (alguém que “segura” os inimigos a distância para proteger os seus companheiros). E um tank ou um healer não precisam de usar uma única combinação! Existem diversas builds para tanks e para healers que são diferentes nas skills que usam, nos equipamentos que requerem, etc. ah e esqueci-me de dizer que existem outras especializações: trapper, minion master, barrager, interrupter, protector, bonder, etc…


E ainda temos as profissões, cada profissão tem as suas skills 🙂 Tenho 10 profissões para escolher, cada personagem tem de ter uma profissão primária (inalterável) e uma profissão secundária (pode ser alterada). Cada profissão tem os seus atributos (exemplo: o guerreiro tem 5 atributos – a Força, a Táctica, Mestria de Machado, Mestria de Martelo e Mestria de Espada) e as skills “pertencem” a um atributo (ou seja, se o meu personagem for forte na Táctica, as skills de Táctica são mais eficazes…) que também é modificável (posso melhorar o meu nível de Força, em detrimento donível de Táctica, por exemplo, para poder melhorar o desempenho de uma skill de Força)… Falta mencionar que estas skills vão sendo adquiridas/aprendidas com o avançar do jogo, não conhecemos todas desde o início. Aliás, cada profisão deve ter umas 200 skills (ou mais) e nunca começamos (nascimento da personagem) com mais do que meia dúzia…

Confusos? Pensavam que era “fácil” jogar estes jogos??? 😀 Então agora estão prontos a imaginar jovens e menos jovens a criar builds, ir testar no”terreno” a ver se funcionam, refinar/melhorar a combinação, publicar para outros testarem e divulgarem a sua combinação, a sua descoberta. Na GuildWiki, a validação da sugestão éfeitapela comunidade, os”pares” vão avaliando e actualizando a informação (fundem propostas similares, vetam builds que caem em desuso ou que perdem eficácia com as actualizações, aprovam publicamente as melhores, etc…)

Ainda bem que as “builds” têm obedecido a uma lógica mais “open source”/”open knowledge” e menos proprietária…

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