videoconferência na pré

Tenho umas alunas que andam a experimentar/testar a utilização de videoconferência (webcam+msn) com os grupos dos jardins de infância onde estão a estagiar e uma creche. O objectivo delas é aprender a trabalhar com esta ferramenta, explorar as suas potencialidades/limitações e testar estratégias. Para os “miúdos”, pretende-se criar uma situação de experimentação de uma nova ferramenta, a utilização do computador como meio de comunicação, representação do computador e da vc, conhecer outros meninos e jardins, trabalhar a expressão, autonomia, confiança, etc. Enfim, se quiserem mais informações sobre este projecto espreitem aqui (página ainda está em construção…). Entretanto, hoje foi a primeira sessão a que assisti (primeira sessão de vc para este grupo de crianças) e queria registar algumas considerações…

> espaço: o grupo saiu do seu espaço habitual, já cá tinham estado uma vez no Centro de Informática e estavam bastante excitados com o regresso 😀 Mal chegaram apercebi-me do nível de entusiasmo: entraram com pressa, ouvi vários a reclamarem um computador só para si, etc 🙂 É fantástico ver a sedução dos computadores…

> ruído: a alegria e o reboliço foram permanentes (a excitação de estarem numa sala cheia de computadores e “cada um poder ter o seu”). Com os microfone e colunas simples que tínhamos, não é difícil perceber porque é que às vezes não conseguíamos ouvir os outros meninos 😀 o som já não era bom, com o ruído de fundo então…

> vergonha: algumas meninas estavam envergonhadas e recusaram falar. Os rapazes todos falaram, uns mais afoitos, outros mais calmos… Os mais ousados estiveram ao pé de mim logo quando se estabeleceu a ligação, depois de falarem foram jogar. No final havia quem quisesse repetir e quem se divertisse e fazer palhaçadas à frente da câmara, a dizer adeus, aproximar a cara da lente, etc. Fiquei com a sensação que alguns estavam preocupados (alguma meninas estiveram muito afirmativas e seguras que não queriam…) mas depois com o tempo perceberam que afinal não era nada de extraordinário.

> houve um que falou para a câmara, aproximou-se da lente e achava que a voz era transportada pela webcam (todos tinham o microfone à frente, alguns pegavam nele, enquanto falavam).

Advertisements

Comments are closed.

%d bloggers like this: