O Dr. Roizen e o Dr. Oz sobre os videojogos

Confesso que não sou leitor assíduo das Selecções Reader’s Digest. Nem tenho uma ideia muito positiva sobre a publicação… Felizmente que tenho uma rede de informações muito fértil 😉 (ty maria).

No nº de Fevereiro de 2007 das Selecções existe um pequeno texto sobre os videojogos assaz interessante. A secção chama-se “QI da saúde – boas decisões com os médicos Dr.Roizen e Dr. Oz”, uma espécie de “consultório” para onde as pessoas escrevem colocando diversas questões/problemas e procurando doutas respostas. No número de Fevereiro, o consultório apresentavaa seguinte questão: ” Parece-me que a única coisa que a minha filha faz é jogar jogos de vídeo. Devo preocupar-me?

Uma mãe preocupada buscava o auxílio do Dr.Roizen e Dr. Oz para o “vício” da filha.  Inicialmente, partindo do princípio que a “Selecções” é uma revista algo conservadora e tradicional (esta ideia deve vir do facto de eu associar a dita revista a pessoas já com alguma idade…), esperava que a resposta fosse uma diatribe virulenta contra os videojogos e seus malefícios. E enganei-me…

Os bons  dos Srs Doutores são cautelosos e preocupados mas lá vão dizendo que “desde que os jogos não sejam violentos e você concorde com o seu conteúdo, os jogos de vídeo podem apresentar vantagens para a saúde”. Claro que eles tinham de seguir a “pobre tradição”de associar as vantagens dos videojogos à “destreza manual” mas também mencionam os possíveis “benefícios de socialização”.

A desdramatização chega a atingir momentos de algum surrealismo… Os “sôtores” referem que “vários estudos demonstram que ver a televisão em excesso contribui para a obesidade, mas jogar jogos de vídeo não.” Razão? “duas mãos ocupadas nos botões dos comandos de jogo, não sobram mãos para o pacote de batatas fritas ou outros snacks” LMAO Nunca me viram a jogar…

Por fim, a recomendação clássica do limitar o tempo em frente ao ecrã e “assegure-se que ela pratica pelo menos 30 minutos de actividade física”. Terminando o texto  com um sábio (sem ironia!) conselho que muito me agradou: “da próxima vez que ela voltar para a consola, acompanhe-a”. Ora aqui está uma bela lição que aprendi: os “Sôtores” Roizen e Oz da “velhinha” Reader’s Digest (a revista nasceu em 1922)  conseguem ser mais abertos e modernos, menos preconceituosos, do que muita gente que escreve para aí em revistas recentes e da moda…

Advertisements

One Response to O Dr. Roizen e o Dr. Oz sobre os videojogos

  1. Fábio says:

    O problema das outras revistas e que elas escrevem o que as pessoas querem ler, se essa mae escrevesse para uma outra eles diriam que os videojogos sao maus e causam doenças e bla bla bla…
    Claro que videojogos em excesso nunca e bom e nunca nos podemos esquecer que temos uma vida la fora!
    abraço

%d bloggers like this: