Impressões do Second Life

O que mais me impressionou no SL…

a) diversidade de conteúdos

Visitei vários espaços, bastantes relacionados com as artes, e fiquei supreendido com a qualidade de alguns espaços e com a enorme diversidade de “coisas para ver”.

b) facilidade na criação de conteúdos próprios (dos utilizadores)

Outro dos aspectos que despertou a minha atenção foi a facilidade de criação de conteúdos. Fazer upload de imagens (texturas) é fácil, criar roupa simples também. O mesmo se aplica à construção de edifícios ou de espaços arquitectónicos minimais.

É claro que nem toda a roupa é simples e nem todos os espaços são minimais. Todavia, não deixa de ser surpreendente a rapidez e facilidade com que um qualquer utilizador pode começar a criar conteúdos próprios (e com qualidade!!!). Parece-me que a parte mais difícil, na criação de conteúdos, é a modelação de itens e a programação (scripts). Ainda assim, parecem-me ambos bastante acessíveis.

A possibilidade de exportar modelos do Blender para o SL abre novas possibilidades (processos de trabalho e de níveis de qualidade das criações) muito promissoras.

c) maleabilidade/flexibilidade das funcionalidades do sistema

Para além da diversidade dos conteúdos presentes na “grid” (mas relacionada com esta), impressionou-me a variedade de eventos, a flexibilidade de um sistema que permite mais do que exibir imagens.

À partida, estava à espera de um universo muito “visual”, mais adaptado a galerias de imagens do que a conferência… Ou seja, fiquei surpreso quando encontrei cartazes a anunciar conferências (académicas/intelectuais) ou referências a concertos de música. O SL permite bem mais que exibir imagens.

d) interacção com o mundo real

Podia ser um espaço de “escapismo”, um lugar onde os residentes tinham estabelecido entre si um pacto tácito para esquecer o mundo onde estão sentados diante do monitor. Mas para não esquecermos o mundo real, também no SL lá estava um poster com a “Maddie”.

e) entretenimento dentro do entretenimento?

No SL, cada um decide aquilo que quer fazer. Claro que se aquilo que quisermos fazer implicar dinheiro (comprar roupa, etc.), temos de arranjar fontes de rendimento. Encontrar um local de “camping” ou um emprego são as soluções mais comuns. Claro está que com tanto “stress” era necessário criar espaços de lazer… Ainda assim, a quantidade de espaços de dança que encontrei é de ficar abismado. Tal como noutros locais (ver GW 🙂 parece que quando nos encontramos online, dançar é um dos comportamento “primários”. Não deixa de ser curioso… este fascínio, quase hipnótico, pelos movimentos de um corpo. Será o nosso lado mais primitivo a aliar-se à facilidade tecnológica (implementar dança em avatares não é muito complicado…)? Por outro lado, também é curiosa a necessidade de espaços de “escapismo” (algo irónico…. aqui) dentro de um espaço de “escapismo” 😀 espaços onde as pessoas se possam divertir e esquecer-se das suas resposabilidades. Pelos vistos, há coisas que são bem iguais entre a 1ª e a 2ª vidas…

f) “realismo” relativo

É um espaço virtual 3D. Limites? Poucos… As skyboxes (espécie de lojas/apartamentos construídos no ar – a propriedade inclui o eixo y 😀 são um bom exemplo disso. No entanto, a maior parte daquilo que existe são réplicas (com algum realismo ou, no mínimo, verosimilhança) de espaços reais… É claro que podemos depois ter experiências que não estão disponíveis no mundo real (saltar de pára-quedas da Torre Eiffel) mas não existe uma exploração global do lado “irreal” ou “inverosímil” só possível em espaços destes. Pouca liberdade de imaginação?

g) dimensão sexual

A quantidade de espaços/objectos/acções/eventos com carga erótica-sexual é enorme. Arriscaria mesmo dizer que é a temática omnipresente. Muito há a escrever e dizer sobre isto…

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One Response to Impressões do Second Life

  1. taniabeja says:

    O SL a mim também me impressionou…e apesar da frequência com que jogo ser reduzida, já lá passei momentos engraçados em que conheci gente, fui a exposições, passeei com amigos…
    Reconheço que o carácter sexual do jogo está mesmo muito “marcado”…mas ainda assim, não é imposto a nenhum player, tanto quanto sei, que participe em conversas ou visite lugares de índole sexual…logo, não sei se isso será uma característica assim tão negativa deste jogo…
    Abraço NAFERGO

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